Antes de abrir sua rede neutra: 8 pontos para combinar com o parceiro
Quem instala, quem atende, como liberar seriais e o que fazer quando a fibra rompe: o que deixar acordado antes de abrir sua rede neutra.
Neste artigo
- 1. Onde termina a rede de cada um
- 2. Quem instala e quem faz manutenção
- 3. Como os seriais são liberados
- 4. Padrões técnicos
- 5. Preço e forma de cobrança
- 6. O que acontece quando algo cai
- 7. O que cada lado enxerga
- 8. Como a parceria termina
- Erros que costumam derrubar a parceria
- Como o SGM Cloud ajuda
- Perguntas frequentes
A maioria das parcerias de rede neutra não acaba por causa de preço. Acaba porque um detalhe operacional não foi combinado e virou briga na primeira madrugada de fibra rompida.
Se você ainda está entendendo o modelo, comece por Rede neutra: como funciona. Se já decidiu abrir sua rede, estes são os pontos para deixar claros antes do primeiro cliente do parceiro.
1. Onde termina a rede de cada um
Defina por escrito quem é dono de cada parte: OLT, cabos, caixas de atendimento, drop até a casa do cliente e a própria ONU. Também defina quem fornece a ONU e quem fica com ela se o cliente cancelar.
Parece óbvio até o dia em que um drop precisa ser trocado e ninguém sabe quem paga.
2. Quem instala e quem faz manutenção
- A instalação do cliente do parceiro é feita pela equipe de quem?
- Problema dentro da casa do cliente é com quem?
- Problema na rede do host é com quem, e em quanto tempo?
- Visita técnica improdutiva é cobrada de quem?
3. Como os seriais são liberados
Este é o ponto inegociável. Antes de instalar, o parceiro informa o serial da ONU; o host libera esse serial para aquele acordo. Sem serial liberado, a ONU não é provisionada para o parceiro.
Isso garante três coisas: o host sabe exatamente quem está na rede dele, o parceiro não consegue provisionar cliente de outro, e qualquer ONU estranha na rede chama atenção na hora.
4. Padrões técnicos
Combine antes, não durante a instalação:
- VLANs que o parceiro vai usar.
- Perfis de banda disponíveis.
- Modelos de ONU aceitos na rede.
- Faixas de sinal mínimas para aceitar uma instalação. Use como base as faixas de sinal da ONU.
5. Preço e forma de cobrança
Os modelos mais comuns cobram por cliente ativo, por porta ocupada ou por uma combinação com valor mínimo mensal. O importante é que a regra seja verificável pelos dois lados: os dois precisam olhar o mesmo número de clientes ativos no fim do mês.
6. O que acontece quando algo cai
Este é o ponto que mais derruba parcerias. Combine:
- Quem avisa quem quando a OLT cai ou a fibra rompe, e por qual canal.
- Em quanto tempo o host se compromete a responder e a resolver.
- Como o parceiro informa os próprios clientes.
Uma prática que funciona: um grupo de alertas compartilhado, que recebe automaticamente os eventos da rede que afetam o parceiro. Veja como montar um grupo de alertas sem virar spam.
7. O que cada lado enxerga
O parceiro precisa ver os próprios clientes: sinal, status, se está online. Ele não precisa e não deve ver os clientes do host ou de outros parceiros. Também não precisa da senha da OLT.
O host, por outro lado, precisa enxergar a ocupação da rede como um todo.
8. Como a parceria termina
Ninguém gosta de falar disso no começo, mas é o que evita o pior desfecho. Defina:
- O prazo de aviso para encerrar.
- O que acontece com os clientes do parceiro (transferência, migração, desligamento).
- Quem fica com os equipamentos instalados.
Erros que costumam derrubar a parceria
- Acordo só no aperto de mão. Na primeira divergência, cada um lembra de um jeito.
- Senha da OLT compartilhada. Qualquer erro do parceiro vira problema na rede inteira.
- Sem registro de quem provisionou o quê. Na hora de cobrar ou de investigar, ninguém tem o dado.
- Ninguém responsável por comunicar quedas. O cliente do parceiro descobre antes do parceiro.
Importante: este conteúdo é uma orientação operacional e não substitui uma assessoria jurídica. Formalize o acordo em contrato.
Como o SGM Cloud ajuda
No SGM Cloud, os pontos 3, 7 e parte do 6 já vêm resolvidos pela plataforma:
- Acordo por convite e aceite entre host e parceiro.
- Seriais liberados por acordo: a ONU descoberta com um serial liberado aparece para o parceiro dono dele provisionar.
- Visões separadas para host e parceiro, sem compartilhar a senha da OLT.
- Transferência de ONUs do host para o parceiro.
- Alertas de rede no Telegram, no Discord, por e-mail ou por SMS.
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Perguntas frequentes
Por que liberar seriais por parceiro?
Porque é a forma mais simples de garantir que cada parceiro só provisione os próprios clientes e de saber, a qualquer momento, quem está na sua rede.
O parceiro precisa de acesso à OLT?
Não precisa. Com uma plataforma que separa as visões, o parceiro provisiona e acompanha os clientes dele sem acesso direto ao equipamento.
Qual o modelo de cobrança mais comum em rede neutra?
Os mais comuns cobram por cliente ativo, por porta ocupada ou combinam um desses com um valor mínimo mensal. O importante é que os dois lados consigam conferir o mesmo número.